o fantasma do firmamento é autista
o firmamento se derrete de fofura
e não ajuda o espírito nada chantagista
que assombra a sua própria cura
com um estilingue
o moleque joga o sangue
mas o sangue volta ao ringue
numa brisa bumerangue
ele sacudiu os farelos de rima
do seu regaço. realizou três desejos
mortos de acordo com a disposição
das migalhas no chão, embora
a ausência de cachorros e malgrado
os javalis, que não tinham
presas para ciscos.
numa performance
o mamífero contorna toda a baía
com baias
pula uma a uma
e anda sobre a água, sem linha e sem
pressão.
começa a maquiar a água, batom
vermelho, rímel, sardas.
uma beterraba cinza no queixo.
pinta a esclerótica da água de violeta
retirado das próprias olheiras
a transferência provoca e invoca.
uma Rapariga de Proust é espatifada
bem na sua frente. ele não
pode fazer nada
o órfão fiado fura o furacão com o falo
é um fio de cabelo falam do falo é uma
figa é uma fé uma fada uma fenda falam
muito um fundo. um capilar com cerol.
ele quis cortar o pescoço do vento
mas a nuca do vento golpeou com carinho.
o pescoço de plástico inflável deixou
minha pipa bamba. eu sei que não era
de plástico. era diamante. um dia
um diamante me sujou.
08/10/2010
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