eu aperto
toda a bochecha
todo o ventre
todo o elefante
do seu corpo
a nossa (porque
aqueles dedos
ainda são os caules-dragões
que afugentam inimigos das flores
e acolhem pássaros de incesto
seu dízimo que me entroniza
que ainda são seus dedos; seus dedos
para mim e não para mim) a nossa presa (porque
é assim que eu crio um nome para a nossa alma)
assiste
a avalanche
num sorriso de compaixão
ou de sapiência
não importa a inscrição
qualquer coágulo traçado nosso
nunca é cultivável;
as forças
descem
no declive
e a nossa almembrana
salta para o epicentro - no meio nós trocamos
carinho - e a criação é nenhures
saltando de si mesmos
o nosso par se ignora
mesmo que ainda cegos e oniscentes e aquilo começa
a ser
com o nosso compasso nenhum, com, com
tremendo
com a água quente
ensaiada do marsúpio do esqueleto da sua folha a que eu não vi
a sua fonte
você me molha uma vez
eu sou arredio e vomito o que te conforta
nos seus cabelos
a cultura já atingiu o limite do tombo
a primeira formiga que você criou
louva os próprios seios
o primeiro choro que eu criei
nubla a formiga, ela dorme, ela realiza
fiz um video que resume o que eu escreveria aqui. ainda nao postei no youtube, espere eu poder fazê-lo. espere assim como me espera esse tempo
ResponderExcluirtodo