meu compadre, seu café saiu salgado.
eu não conto com a boca, eu torno capaz a acha
e a lenha crepita e suspira, e os embrulhados
vão dormir satisfeitos, como um pesadelo
você sabe que um pesadelo dormido não mofa!
nem se eu soubesse contar eu contaria
e a lenha crepita e suspira, e os embrulhados
vão dormir satisfeitos, como um pesadelo
você sabe que um pesadelo dormido não mofa!
nem se eu soubesse contar eu contaria
como é o sabor da medula
o que é tão mais que alforria
clímax, desleixo,
pulsação, imagine um punho vendo
não, não pulsando, meu compadre,
tire o seu chapéu porque o pulso vê imagine,
sonhe. o pulso, e vendo.
nós dois morríamos, como uma bolha
que vive a partir dos seus dedos estourando
em culto, em culpa, em canto, no tanque
onde as canções de ninguém ficam de molho
enquanto nós morríamos, e se fizeram minha e tua.
e o grande sacrifício dos nossos próximos antigos
será que nada sacrificassem
e o grande sacrifício dos nossos próximos antigos
será que nada sacrificassem
é sobre a esperança tudo,
é sobre a esperança o jeito como eu mexi
o cenho e o céu da boca do nosso gafanhoto-pentinho-de-água-viva
quando senti o sabor da medula, aspargo?
o que é aspargo, o que pode ser aspargo
o que é possível para um aspargo
dedilhado sem cordas pela canção
da esperança suicida
numa pele
o meu culto não é um exagero,
é uma lufada
como aquele planeta nascido jamais
soprando com sua cauda poeira nos meus pulsos
vendo e vendo meus olhos pulsarem como se dançassem dançando
calígrafos, sépias, raízes ordinárias na panela.
calígrafos, sépias, raízes ordinárias na panela.
e o que corre é sempre as notícias do incompreensível
fio de cabelo
do que é a sereia com peito de montanha sem luvas
na nossa cabeça-cinzel.
nossa cabeça-goiva
nossa cabeça-calcanhar
você presenciou o nascimento do calcanhar pontiagudo
porque você é ele junto comigo na dimensão sem escuta.
e cada passo bicou o lugar da paz
nós soubemos que a ironia é uma conspiração
depois dos nossos pés
eles bicaram a superfície que a esperança expirou
a lâmina que suportou o corpo
mas até a linha o nosso inseto fez, meu pequeno deus!
nós bicamos e terminamos o fim
nós somos a última carta da nossa esperança
é absolutamente incrível viver após saber
que nós somos a última carta da nossa esperança
como querem que carreguemos a vida pela frente
com o corpo da nossa esperança
para carregarmos, meu amor
é insensivelmente sublime, nós somos
os que sublinham os trechos,
nós lemos a esperança andando, no sol,
entre a cegueira e o estandarte,
nós soubemos que nenhuma extremidade diz a verdade
e a esperança nascida para nós, natimuda, tampou-nos
a boca da clarabóia, ela coruscante coruscante!
eu aqui e você deposto e esperto em mim
rejuvenescido na minha espécie,
nós enviados à sabedoria como sua dentadura - mentira,
esse foi um truque que quiseram a gente acreditasse.
nós soubemos como o lampião de um lampião
ela chora tão amigável
as edificações batem o pé e querem atenção
é insensivelmente sublime, nós somos
os que sublinham os trechos,
nós lemos a esperança andando, no sol,
entre a cegueira e o estandarte,
nós soubemos que nenhuma extremidade diz a verdade
e a esperança nascida para nós, natimuda, tampou-nos
a boca da clarabóia, ela coruscante coruscante!
eu aqui e você deposto e esperto em mim
rejuvenescido na minha espécie,
nós enviados à sabedoria como sua dentadura - mentira,
esse foi um truque que quiseram a gente acreditasse.
nós soubemos como o lampião de um lampião
ela chora tão amigável
as edificações batem o pé e querem atenção
querem que arvoremos a ida,
meu eco, meu equinho
meu eco, meu equinho
nosso fardo pesa tão silencioso
nossa trouxa grita franzina
e a esplendorosa estação nenhuma
conjura nosso invertebrado
como se ludibriasse
e esse
é o amor
que eles herdam
nós nem rimos deles nunca mais
todas as palavras são da sua autoria
mas o verão deles espera, eloqüente
nós não estacionamos para sempre
e a esplendorosa estação nenhuma
conjura nosso invertebrado
como se ludibriasse
e esse
é o amor
que eles herdam
nós nem rimos deles nunca mais
todas as palavras são da sua autoria
mas o verão deles espera, eloqüente
nós não estacionamos para sempre
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