mas essa não é a mensagem do instante
eu me banho
esfrego o sabonete em mim mais que em minha pele
mas não deixo de ser amador,
e meu cheiro não morre pro cheiro dele
seu cheiro morre pro cheiro do seu menino?
a glande dele é violeta?
mas não é importante
é um eterno "tô brincando"
eu brinco com você e é a tessitura mais real
a vida desse vilarejo de lego e letargia
e bondade e beleza no cheiro fujão do seu venus
no instante em que a matéria principal me deixa de lado
é justo que Deus exista
como poderia haver um deserto e eu querer um canto
nele?
só existem cantinhos-no-deserto na minha cabeça
despirocada, eu sou felizardo!
meu cheiro, meu sabonete, minha pele
e meus pêlos
se comprometem com a água
se a água fosse violeta
eu não enxergaria nada
nem aquele branco antigo
mas eu não sou um menino
eu não fui um moço com esperma e pranto
enquanto pegava um tijolo, uma massinha de deformar,
uma folha, um cisco
e fazia meu canto
no deserto que apesar de todo feito, se fazia
eu perambulava descalço como uma areia
eu era uma areia, me assumo, me dou
mas quando a guitarra entra
babau
é uma descomunal falta de guerra santa
tarde despreparada já é quase o atemporal
mas o tempo pode crescer e virar um fracassado engenheiro-estopim
ele é o meu imitador mais sem chance
Deus te acha linda porque você é Ele pulando
eu disse que Ele não agüenta mais cadeiras, dói tudo, sabe?
eu disse e continuam falando de tronos duros
nem só de almofada nós vivemos!
O Senhor tem braços
porque ninguém nunca disse tal coisa?
Se eu der banho no Senhor, eu vou me excitar, Ele não é passivo
Ele não é passivo
eu não tenho paz
mas Papai se casou comigo apesar de tudo
tudo, tudinho, tudão
eu morro o cantinho e o desertinho
eu moro no pulo, meus cabelos de galo-do-vento
e tudo isso enquanto Sigur Rós me esgana
no Festival dos Inertes
todo menino é um rei
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