terminei esta poesia com êxito,
terminei esta poesia com êxito. terminei
esta poesia com êxito, com êxito, com êxito, com êxito.
louvai ao Êxito. terminei este texto com
êxito
mentiras são redondas como rodas
mentiras são inventadas como rodas
quem escreveu isto agora?
eu estou inventando uma cartilha para mim?
eu estrago a poesia com este anexo
este anexo é um anátema
e um anjo consexo
com êxito agora. com consenso
terminei, e com êxito pude
terminou?
terminei
o quê?
terminei esta poesia com êxito
qual?
terminei esta poesia com êxito
qual poesia? esta
com êxito e afasia...
o que terminou? esta poesia aqui
como? com
com quê? ê-x-i-t-o
quer que eu soletre? já soletraste
mas eu não entendo
o quê?
que êxito?
desta poesia terminada
qual poesia?
esta
esta aonde?
esta que está aqui onde eu
-existe?
onde eu existo e
-grande êxito
o quê?
-você existir
-você tá mangando?
-estou elogiando
-elegia?
-energia
-obscuridade
-relação
-momentos
-eletrólise
-astronautas
-deuses
-sementes
-cruzes
-cosquinha
coral: e nenhum elemento
canal 1: entre nós
canal 2: entre nós
simultaneamente dor
os fones gemem nos dois ouvidos
ironia regula as linhas
tadinho
tadinho eu repito tadinho eu repito tadinho repete tadinho repete repete
parâmetros e paramentos
entre eu e você
há haicais, não há metros
eu me levanto contra você. então
há infausto metro
entre nós. eu me levanto sem calcanhares
contra seu registro
e seus atuais radares
mas eu terminei esta poesia, eu vou dizer devagar
para existir, ter
mi
você não terminou porra e nenhum perro
. você precisa se repetir, você precisa
retomar a frase, eu vejo toda vez que você pega a
bombinha e aperta contra a frase
mas ela é asma de nascença, e você
é nascimento de nascença
xito. xito. xito.
sentimentalismo alienígena. experimente suprimir os sufixos
o perfume o dever e o favor
e fixe na sua asfixia
perceveje a miragem. desaconselhe-me lambendo-me
focinho e raça
porra, eu não quero esfregar nada na sua cara.
eu não sou assim! você prostitui vírgulas, você
é uma criança cafetina.
você valoriza tanto a cafeína em mim, você faz amor
em mim com giz de cera e borra
mas eu tô dizendo isso tudo mentalmente. eu não esfrego
eu nunca esfreguei
eu não sou disso, eu...
nós tal jia
meu diário, eu é que deveria sangrar. você é
aberrante
você é o caso
excitado
com o sexo na chaleira
com uma cruz de crepon na uretra
e bombas atômicas no útero
hesita
hesita
hesita
porfavor hesita, se você for
você não pode ir para a guerra
você não pode ir para outra guerra
você não pode abandonar esta nossa
-poesia?
-esta nossa dislexia
como um feitiço então
mesmo aqui imóvel na cama
vou repetir até realizar
terminei esta poesia com êxito
terminei esta poesia com êxito, êxi, tu,
sílabas são Sansão,
mas não se preocupe, meu príncipe
cabelos crescem debaixo das ruínas
diários são escritos dentro do caixão
entre absurdo e desagradável
eu escrevo com a glande
biografia branca
esboço de bolso
pescoço de poço
eu te xingo assim porventura
você acende um isqueiro no meu mamilo
meu diário eremita se recusa a escrever: termino esta poesia com êxito
-você sabe porque eu recuso
-por quê?
-ah não se finja de morto
-vai se catar!
-eu posso ir, mas você não é minimalista.
-meu choro fede
-meu mijo não tem cano
-minha boca...
-seu piercing
-sua tatuagem na campainha
-perdido
-expulso
-do paraíso
-do êxodo tb
01/09/2010
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