criança com os olhos de bengala deslizam o declive
usa a porta pela abertura da fechadura
gavinha devagar meio bamba nas canelas
sussurra para a mãe de proveta sorridente
“pois é totalmente possível amar o amarelado,
pois é, mãezinha, pois é.”
eu vou lá amar o amarelado
eu já o amei o meu soro de gritos
ó minha prece!
não há de querer voltar o passo a minha mão
postura da chama no espantalho-embaixador
fogo piedoso e retidão e fragmento de síncope
pigmentos da bolha que numa tarde
ao te apresentar ao calor
implode fresca
em pleno rato quase animado
rei de sete sentimentos
embotados em bolsas interiormente estribarias
através de uma aberração como o noticiário:
“sete mil espécies de buracos...”
um buraco me triscou,
aquele outro me viu pela metade,
no passado um me apontou a espingarda
e seu olhar mais era uma patada
buraco de dois segundos foi a esplêndida fresta;
entre os seus dentes que roem
glândula ou cão chorando
teia inoportuna
ao léu, no ar mais acima,
na trincheira mais fraturada do campo
das suas vezes
nenhuma usura para o broto
teia destinada ao forro da sua rouquidão
voz espatifada do visionário rouco
cálice íntegro de face tímida
bochecha do embrião caduco acertando cuspes
na solerte sábia que se jacta na esquina
cândida e bândida
rouquidão de superfície
no fundo
e de gruta na fronte
mestre do silêncio se nega com um foco abestado
mestre do grito envia chãos com um foco abestado
quintal onde o sonho julga nenéns
rota inanimada de pedras fedidas
seu rosto não
pele colore e diz
mas dizer não é lei, é uma manada de cabelos
mais vivos que nada
de um cantor vesgo endireitado pela morte
bala raspando dentro
olho movido para lá
seu cabelo nasce em mim
desde que caí em seu tombo
em seu
seu rosto se permitiu ao abatedouro
corja de poros ilude o obediente
e ele não te mata.
e ele não te matava
e ele não respirava tocando as beiradas da sua probóscide.
boca-boca e ele morre, bipartido
duas garatujas vistas do ponto onde os espíritos desviaram
e foram mais para mim, para lá;
nuance,
transe e comoção
constrangimento o seu documento de dever não identificou-se;
ele não foi criado, juiz natimudo deliciando filantropos
testemunho dos meus músculos usados
sem qualquer deficiência da verdade;
mandíbula antesincera
solda uma amora que seja
da sua avalanche no peito
peito dos pés dança igualmente silvestre e melancólico
testa escrita à rugas atiradas do
degrau
mais rente
sem qualquer precipício, maria
que exagero ela exclama o tamanho do estrago mas antes ri e sofre: ai, do tamanho do escravo
estrada de página tossindo
população dos rabos entregue ao pedido
erro criado para nos colar
um ao outro ao prurido
e uma espécie rara de velcro estalando no fogo
se ficasse
e um par de fugíparos
dois amigos acabam de fugir de um nascimento publica pérfido o tipógrafo
guarda na veia a verdade que estoura sangue e tipos
sangue e tipos
como aquele: por que a primavera? por que as outras?
criada a verdade
dois amigos acabam de nascer da fuga
adulto levado com fogo no rabo
e centelhas sérias e feitiços para quebrar
trabalho de eras para esfregar
e obter sua recompensa selvagem
até o último formigamento leigo
baseado em frases e palavras correspondentes
à população morta e redonda
não, não foi a e i o u sua salvação, meu cervo burro
espere, vou pegar na prateleira uma pausa
pauta entre a grama e grama outra:
terra do corpo acende e chispa e atinge
destinatário se contorce e sente convulsões por amar
assim, insitiado
assim, “...por que não ama logo? porque não ama logo”
zelo revestindo tornozelo inteiro e aura de torcicolo:
colo sem sítio, membrana de proporções beligerantes
guerreia com o Através,
nós temos, apesar de só temermos,
um traço são todos os rabos esperando-nos
plasma na manjedoura num coma singelo
se entrega, apesar de toda a edificação,
aqui, meu menino envolvido com felicidade,
aqui resulta e insulta o milagre,
aqui trevas rebocam papilas discriminadoras
eu nada discrimino; a lenha de um perfume
se emancipa
e se distrai de mim
cria vê todas as distrações, sutis,
selvagens e viris
ajudadas por santos e inimigos
a distraírem-se do carteiro nu
que treme sob uma teia de ratinhos
sussurrando às suas cartas
que elas não temam a bruxaria
nem a superfície do leitor
sete tocos de sentimentos crestados
no ritual da preguiça
todas suas comissuras sonsas
impregnadas
todos nós e transplantes e borrões
pigmento do sorriso atrasado que veio sorrir em você
porque eu tenho a preguiça nesta hora ritualística
nunca sei o que é canja de galinha e fenômeno
lero-lero floreado
dedos tintos de restos do seu sofisma morto por você através de um travesseiro
pintalgado quando você criou errado o arrependimento
dando uma surra em seu aliado
isso é o barulho do branco caindo da parede
é a lagartixa desalmada
filhote polui constâncias de uma tigela
marsupiado supliciado impelido à fúria e ao Dócil
acossa estigmas no ar mais livre
conflui-se a uma lince abstrata
noiva e pênis e ralado e sementes em aparição
é possível que você venha e me tapeie e eu aprenda
e me tapeie, e eu aprenda,
e me tapeie ainda, e eu ainda aprenda,
e me tapeie e eu aprenda de novo e de novo tenha sido tapeado;
e as flores não sendo pausas.
assim como isso não sendo o possível. isso sendo o único gesto
do seu totem
inteiro
sem a cutícula
que calamidade desafia durante o calo em banho-maria de maria com a indecente mania de subtrair um pouco das unhas violetas com os dentes da boca as unhas dos pés sem pudor das pedras?
certo de demônios e arame original
e gemas e esboços perfeitos da substância do anjo indígena e de nenhum monstro anterior ao rimador anterior à rima
quando rima só em ser
bolso cheio de pedaços de estratagemas
notícia, idioma: ele me rimou você. nunca estudei filosofia para descobrir o acidente
eu somente louvei de modo desconhecido
e provocou desconfiança na raça
surgiu à luz um clã inteiro de dores intactas
Dócil não tinha como ser roído
roentes não eram burros de beber seus próprios espermas
só porque era um alívio amargo
rato doente irisado
eu preciso assoá-lo; com que forças? desprendi-me da mãezinha e ele não tem forças para se deixar.
minhas cinzas não imacularão a pele do meu romance atrevido
minhas grades, porque não sei mesmo como me referir...
martelo boiando pode ser uma história irreversível
mentira! nossa senhora dos suicidas na primavera que te aceite!
e um monte dessas canções irônicas, profundamente corcundas
vendadas e burras
sem nenhuma calma no tá-frio! tá-gelado! tá-zumbi!
mas o calor precisa aparecer na frottage
um cílio,
uma palmada
ah! será que arranjo cinza da minha velhice
para curar o meu curandeiro?
anfíbio?
incesto?
mendigo com perebas
estrangeiro apedrejado?
“tá cedo” é insuficiente; eu vôo pelos ossos acima da cor
oh Crepúsculo, recuso me despedir e eu repito: recuso não me pedir
o adolescente cinza
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