-eu nunca tive medo do escuro. eu só tenho medo do silêncio. (de repente
a repórter pára a entrevista e dá um murro na criança.
depois oscula a criança e recebe de volta um murro e um beijo. então
a repórter fala: mas o escuro e o silêncio são a mesma coisa, minha trêmula vida. o escuro, o silêncio e o barulho do seu pai lançando bombas atômicas na sua mãe.)
-me ensina a comer pirulito?
-o que é isso que você está fazendo?
-é um pê di do.
-sei o que é distorção, mas não sei lidar.
-não lide!
-... por que você não me perguntou nada agora? (a criança faz essa pergunta infantil)
(a repórter lida consigo mesma e se transforma num pote.
o outro que está ali não sabe o que fazer com aquele potinho
súbito solidáriotário
-sabe seu pote. eu odeio chá de boldo. eu tb.
eu sempre uso tb comigo
eu sempre uso tb contigo
eu sempre uso tb comigo
eu tb uso contigo
26/10/2010
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