09/09/2010

dança dos desenhos que refluíram e desejaram sem saber que eram só desenhos



eu danço com o seu vestido
a dança que Deus não dançou por não ter corpo
você morde minha cabeça de ovo
é o nascimento de um buda alegre, alegre,
gay em inglês antigo
meus pés são asilos para constelações
e sua boca asilo para um ruminar
nós não nos perguntamos nem por um instante
porque espancamos a velha até a gengiva deslocar
e ela sorrir sem parar, sem parar, sem pecar

uma vez que seu vestido era branco
Frida veio e o vestiu em meu corpo
tirando as sobrancelhas um pouco para descansar.
mas o mais delicado descanso estava no seu rosto
então nós repartimos Frida como os melhores cristãos
ela ficou nua em mim,
através do seu vestido no meu corpo e ela em mim
ela se despiu em ti
a depositária da única sobrancelha narcisíaca mendiga
a primeira ceia de churros ázimos e soja
meus nervos desistem de ser minimalistas

oh eu sussurro meu discurso de pó de café lançado
direto na língua pelo joão vitor com a baladeira dele
eu poderia disfarçar o catarro e guardar,
mas por que não topar ser um vesúvio verde?
você não disfarça, mas o orgulho é tímido
"minhas lágrimas são da minha cor predileta"
você cochicha, como se dissesse para uma cesta vazia
sem guloseimas
o evangelho, o diário, o segredo nem do sol e nem da lua
nem do lobo mau cheio de consoantes no bigode

enquanto meu sêmen jorrava pras suas narinas
eu desempenhei o alfinete de voodoo
e pauzinhos duros mas frágeis
meus cotovelos foram o mais longe possível
(a pressão da sua boca afundava minha moleira
me deixando cada vez mais fundo)
eu finalmente consegui furar a parte cinza dos seus olhos
anarcosísifo sua rocha é um celenterado

queimadura do mais alto grau para entrar na sociedade secreta
vocais de rammstein e desilusões esquimós
escorrendo pela pele num calor fútil desses
você não sabe ainda, mas Alice para Gertrude era Pussy
você não sabe ainda que eu te escolhi pra você tirar de dentro da sua pussy
carvão
na próxima performance em que morreremos

mas nós não nos perguntamos nem por um instante
por que não estivemos preocupados com os movimentos
perigosos
que foderiam a vegetação
e foderam.
acerto e erro são palavras erradas e férteis
que nave estéril era a nossa a igreja?
os movimentos letais... as reticências angelicais...
em que nave vocês estão perguntou alguém cego
a duas chácaras surdas
eu pergunto com meu medo, com meu medo!
nossos vômitos rebolaram
e nossos pêlos vomitaram até a dança se tornar medíocre
mas meu bigode era o centro da energia guardiã
e o seu cabelo quem nos protegia
da perrosta e da resgunta

3 comentários:

  1. Indescritível de tão bonito. Não digo por dizer, pois poderia ao invés disso dizer nada.

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  2. chupo o canudo com coca cola lendo você

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  3. Respondi sobre a PJ no meu blog, ia responder aqui mas esqueci!

    Achei linda a cena das olheiras, daria um bom curta!

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